Psicoterapia e Comportamento 20/06/2016

Como gerir o estresse da sua vida diária

Como gerir o estresse da sua vida diária

Algumas pessoas lidam muito bem com as diversas pressões em suas vidas. Eles sabem quando tirar um tempo de folga e conseguem examinar as situações de formas diferentes. E, principalmente, sabem quando se voltar para as pessoas de apoio. Infelizmente, um número bem maior de pessoas lidam com o estresse de maneiras realmente autodestrutivas. Mesmo que não possa eliminar completamente o estresse de sua vida, ainda pode aprender como gerenciá-lo e evitar grande parte do sofrimento por ele causado.

O que a maioria das pessoas não percebe é que uma grande parte do estresse que vivenciamos é auto imposto. Nós contribuímos para o estresse quando não planejamos o futuro, reduzimos o tempo de dormir, descuidamos da alimentação, trabalhamos longas horas, ignoramos problemas nos relacionamentos, procrastinamos, etc.

DOIS TIPOS DE ESTRESSORESmental-health-1420801_640

  • ESTRESSORES AGUDOS: são situações que vêm e vão ao longo de períodos de tempo relativamente curtos. Por exemplo, conseguir pagar as contas em dia, cumprir um prazo apertado no trabalho, tráfego etc.. Estressores agudos são comuns e nós tendemos a recuperar o equilíbrio físico e emocional logo após sua resolução.
  • ESTRESSORES CRÔNICOS: nos afetam durante um período prolongado de tempo. Um exemplo seria cuidar de um membro da família debilitado, ficar sem trabalho, passar por uma doença grave ou por dificuldades financeiras etc. Estressores crônicos podem nos desgastar e, até mesmo, nos adoecer. Principalmente se eles durarem tempo suficiente para comprometer nosso sistema imunológico.
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REAÇÕES AO ESTRESSE

Quando sua mente identifica algo que lhe parece uma ameaça, seja física (um cão ameaçador lhe encarando) ou emocional (um chefe que o ameaça demitir por um pequeno erro), você vai reagir a ela, fisica e emocionalmente. Se a ameaça for passageira (o cão acaba por ser amigável) ou neutra (o seu chefe enviou um e-mail por engano que se destinava a outra pessoa), sua reação será mínima. Contudo, quando o estressor é altamente carregado, você aciona o que chamamos de “resposta de estresse”. Essa é a maneira do seu corpo se mobilizar e se preparar para o que poderá vir a acontecer depois.

Muitas pessoas têm reações pouco saudáveis que realmente acentuam a resposta de estresse. Vejamos algumas dessas reações prejudiciais:

1) NEGAÇÃO: Um mecanismo de enfrentamento muito comum usado para inibir a resposta ao estresse. É muito difícil liberar a tensão se você não admitir que ela está lá. A negação diz que não há problema. Uma pessoa em negação poderia dizer: “Eu não estou tenso” ou “Esses problemas não irão me afetar”. No entanto, estas são declarações que apenas tentam minimizar a tensão mental, emocional e física, que já existe.

2) EVITAÇÃO: Um primo próximo da negação é a ‘evitação’. Evitar as tentativas de contornar o problema através da troca de uma coisa por outra. Por exemplo, uma pessoa pode reconhecer que está chateada com uma situação, porém, ao invés de buscar uma solução, a evita, adiando e canalizando sua energia para longe da pessoa ou situação problemática.

Comportamentos de esquiva comuns incluem:

  • Excesso de trabalho: Se você está estressado e infeliz com seu casamento, o trabalho pode ser uma desculpa conveniente para não estar em casa. O local de trabalho pode proporcionar a estima e controle que parece faltar em casa. É fácil mergulhar no trabalho enquanto, mentalmente, está justificando suas escolhas como necessárias para “sustentar a família”.
  • Falta de tempo: Ao invés de enfrentar os padrões problemáticos ou comportamentos em nossas vidas, podemos preencher todos os espaços com ocupação incessante. Este é geralmente inconsciente, mas garante que não teremos tempo ocioso para pensar em nossos problemas não resolvidos. Quanto mais empurramos os problemas para debaixo do tapete, mais estresse se acumula e mais energia direcionamos para nos manter ainda mais ocupados.
  • Entretenimento passivo: Evitação através de um entretenimento passivo é, provavelmente, a forma mais praticada de “gestão do stress”. Quando temos algum tempo livre nos distraímos com a televisão ou uma mídia social, por exemplo, para nos manter afastado da reflexão.

heavy-934552_6403) USO DE SUBSTÂNCIAS: Isto inclui drogas, álcool, cigarros, cafeína e alimentos, entre outros. O uso e abuso de substâncias nos “ajudam a lidar” com o sofrimento emocional, nos entorpecendo. Ele dá um alívio temporário, mas não elimina as causas do estresse. O que significa que continuaremos a buscar a substância. Este padrão compulsivo cria uma dependência psicológica (e em muitos casos fisiológica), aumentando o estresse e facilmente conduzindo a distorções nas percepções ao longo do tempo. O vício obscurece nossa capacidade de ver claramente e mina nossa motivação para encontrar maneiras mais saudáveis de viver.

Estas são apenas algumas das muitas maneiras que nos enganamos, pensando que estamos gerenciando eficazmente o estresse. Certamente, a melhor forma de gerir o estresse é trabalhar no sentido de resolver os problemas em vez de simplesmente mascarar ou deixá-los de lado.

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Traduzido e adaptado de Gary Gilles 
Texto original: Managing the Stress of Your Everyday Life  

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