Cultura e sociedade 14/01/2019

A era do eu te amo, mas sem compromisso

 Tempo de leitura ~3 min~
~Texto compartilhado ~

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Autoria: Mario Castaño Casanova 
Texto traduzido e adaptado por DiálogoPsi:
La época de los te quiero, pero sin compromisso 

E um dia você está com essa pessoa ao seu lado e percebe que já passaram mais horas juntos do que era previsto, que já tiveram muitos “nunca tinha vivido isso com ninguém” e muitos “você me encanta“. Você começa a perceber que esta relação está indo além de “uma pessoa que te diverte” e isso faz você se sentir vulnerável. Percebe que está nascendo um compromisso e que isto pode dar errado e partir seu coração, que já está em migalhas por antigas batalhas… e isso faz com que desapareça antes que seja tarde demais.

Eu não quero compromisso, mas…

Eu não posso te dizer que te amo, mesmo sentindo,
porque isso me faz ser seu(a), e eu não sou de ninguém.

Este é o pensamento de muitas pessoas ao nosso redor. Eles querem alguém para completá-los, mas não querem nada o que os exponha demais. Tendem a pensar que um relacionamento faz com que você pare de ser você mesmo, que perderá suas liberdades e que ainda existem muitas coisas para serem feitas, mas nem todos têm que ser com um alguém, ou com uma mesma pessoa.

Realmente é assim, de alguma maneira, muitas pessoas realmente não conseguem viver com um só companheiro(a), e está tudo bem, isso é válido, entretanto muitas outras simplesmente se sentem com medo. Medo de repetir experiências passadas, medo do compromisso, medo de querer demais alguém, medo de ser julgado por aquelas pessoas ao seu redor. Eles não sabem amar sem precisar de um par de desculpas.

Pergunte a si mesmo o que você quer!

Está tudo bem aproveitar da companhia das pessoas sem se comprometer, sem ter o comromisso de ter uma pessoa apenas. Desde que você esteja sendo bem claro com você mesmo e, principalmente, com essas pessoas, de que é isso que você quer: Então está ótimo! Se isso é o que vai te fazer feliz, boa escolha! Porém, se o que você tem é medo, não se engane, não engane ninguém. Pare!

O medo vem por se sentir fragilizado demais ao se entregar para alguém, ou até mesmo, por causa das crenças erradas que temos do que seria um compromisso e o que isso acarretaria. Observe alguns fatos:

  • Nem todas as pessoas que encontrar serão o “amor de sua vida”. Você precisa saber disso e entender que não há problema se der errado.
  • O “amor da sua vida” não virá em um cavalo branco ou irá resgata-lo(a) de uma torre! Vocês irão se cruzar um dia no trabalho ou na rua. Irão conversar e se conhecer melhor. Quando menos esperar, terá vontade de conversar com esta pessoa sempre. E, devo dizer, este é apenas um começo. Não idealize demais ou problematize demais!
  • Talvez, em algum momento, quando olhar para esta pessoa passará pela sua cabeça coisas como: “é você“, “eu te amo“, “você conseguiu isso“, mas talvez achará que é muito cedo para sentir o que sente e irá preferir se preservar. Tudo bem apreciar este sentimento sozinha(o) por enquanto.
  • Não tenha medo de se comprometer, é apenas uma decisão que tomamos para ficar com a opção que melhor nos convém, nada mais.
  • Por outro lado, você até pode vir a perceber que ele(a) não era o que você queria como um parceiro, e que, juntos, não são o que esperava. Mas, tem sido um bom companheiro de caminhada e deixará essa relação se tornar um aprendizado, sem rancor e sem malícia.
Escolha o seu caminho, mas escolha sem medo e sem a sombra de seu passado

A conclusão é que o amor não é definido por modismos, tendências, nem amigos, nem as opiniões dos outros. Quem define o que vai acontecer na sua vida amorosa é você, seus interesses, seus planos de vida e nós apenas devemos aprender a deixar um pouco de lado nossos temores, nossas idealizações e pressões internas e externas.

Seja feliz com o que você quer! E aprenda a se escutar para que não te governem o medo de repetir uma decepção emocional, o medo de perder a si mesmo ou medo do que as pessoas possam dizer… Não ignore seus sentimentos, esse sim é um caminho certo para a infelicidade. Os sentimentos são tão naturais e instintivos como a sexualidade ou a fome, portanto, se sentir, viva isso…

Caso seja muito difícil fazer essa escolha, busque ajuda! Você não precisa enfrentar tudo sozinho! O processo de autoconhecimento dentro de uma psicoterapia pode ser um ótimo caminho para lidar com esses medos e fazer escolhas mais honestas e assertivas! Pense nisso!

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Texto traduzido e adaptado por Diálogo Psi.
Autoria: Mario Castaño Casanova.
Original disponível em: La época de los te quiero, pero sin compromisso 

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