Psicologia e saúde mental 22/10/2015

Quem cuida da saúde emocional, cuida do coração

Você sabia que 15% dos infartos são desencadeados por um estresse repentino?

Pode até parecer um número pequeno, mas é um significativo reflexo do nosso estilo de vida: Extremamente apressados, tensos, atolados por problemas e desequilíbrio emocional. Vivemos como “bombas” prestes a explodir!

O estresse pode dificultar os seus relacionamentos, o trabalho, sua produtividade, adaptação social ou capacidade para lidar com tarefas cotidianas. Além disso, a dificuldade em lidar com problemas emocionais é capaz de desencadear o surgimento de emoções destrutivas que irão interferir no seu bem estar global, inclusive na saúde física.

Você já se questionou: Como encara os problemas? Como lida com a irritação, a frustração e a baixa autoestima?

A saúde não se resume a “boa condição física” ou a “ausência de doenças”, mas envolve todos os aspectos de nosso ser. Em outras palavras, o bem-estar na vida abrange aspectos de saúde no corpo físico, emocional, espiritual, sociofamiliar e profissional. Logo, ao cuidar de qualquer desses aspectos, também estará cuidando da saúde do seu coração. 

Leia abaixo o texto completo publicado pelo site Coração Alerta:

Imagine-se no tempo das cavernas. Você está andando em uma floresta tranquilamente, quando se depara com uma onça, que se volta ferozmente para você. Nessas condições, as opções são duas: fugir ou lutar. Agora, pense em todas dificuldades do dia a dia. Como algumas podem ser (ou parecer) uma questão de vida ou morte social, afetiva ou profissional muito semelhantes à primeira situação. Na vida moderna, em que “matamos” um leão por dia, o mecanismo que é disparado em nosso organismo é bem semelhante ao de tempos remotos, afetando o nosso principal motor: o coração.

O estresse é um estado de tensão formado interiormente nos mamíferos diante de situações que ameaçam o nosso equilíbrio. O que não é de todo mal: é ele quem nos impulsiona em muitas ocasiões, além de ter contribuído com a sobrevivência da espécie humana. No entanto, evolutivamente o homem não foi preparado para conviver com o grau de tensão a que somos submetidos diariamente.

“Em situações de estresse, a defesa do organismo faz com que hormônios como a adrenalina e a noradrenalina sejam liberados, causando redução do calibre dos vasos sanguíneos, espasmos das artéria coronárias, aumento da pressão e da frequência cardíaca. São os chamados hormônios do estresse”, explica Marcelo Cantarelli, cardiologista coordenador da Campanha Coração Alerta, da SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista). 
Por que tudo isso se altera? Porque são essas alterações que fazem com que mais sangue chegue aos órgãos e músculos, facilitando uma corrida ou uma atividade de grande intensidade (como uma luta, por exemplo). Nota-se rubor facial, sudorese e a sensação é de ataque cardíaco — é muito comum que o estresse agudo seja confundido com o infarto. Mas imagine passar por esse processo muitas vezes em um mês, ou em uma semana, ou em um dia. O coração desgasta.Os hormônios do estresse, também chamados de catecolaminas, são estimuladores da musculatura do coração, fazendo com que ele contraia e relaxe. Quanto mais o coração passa por esse processo, mais esse sistema fica ineficiente. Há risco de o coração crescer, ficar maior e menos eficiente, ou seja, há o risco de desenvolver uma insuficiência cardíaca, por exemplo”, alerta o médico cardiologista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese. 
E não é só em casos de longo prazo. Embora sejam minoritários, cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, desencadeado pelo fechamento das artérias coronarianas.

Sampaio ressalta que combater o estresse é importantíssimo. “Hábitos e estilos de vida saudáveis, além do cultivo de hobbies que relaxem, são fundamentais para blindar as dificuldades a que somos expostos todos os dias.” O médico também tem um papel importante nesse processo de redução de estresse. Sampaio cita um dito de um monge do século XII que diz que a consulta médica deve durar uma hora: 10 minutos de exame físico e 50 minutos para sondar a alma. “A espiritualidade, as emoções e os comportamentos também devem ser analisados, mesmo que por um médico cardiologista. Pois tudo isso diz muito sobre como o paciente vai enxergar e aceitar o tratamento.

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1 Comentário

  • Responder Adriana Paula vitorini 23/10/2015 às 10:52

    Nossaaa, verdade! Adorei o blog

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