Psicoterapia e Comportamento Saúde mental

Solidão não se cura com aspirina

Vamos dialogar sobre a medicação e os abusos na sua utilização?

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MEDICAÇÃO NÃO SUBSTITUI TERAPIA
Por Júlia Maria Alves

Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura

Zeca Baleiro

O componente biológico é uma parcela das dificuldades cotidianas e dos adoecimentos mentais e deve ser cuidadosamente avaliado por um profissional capacitado. Em alguns casos, sintomas orgânicos podem impedir o avanço do paciente no processo psicoterápico e a medicação pode atuar em sinergia com a psicoterapia. Inclusive, em casos mais graves, sem a medicação o paciente não estabiliza.

Porém, a medicação não é uma “pílula da felicidade” e não resolve seus problemas por si só. Ela não te deixará “mais feliz” se não tiver, de fato, uma deficiência de serotonina em seu cérebro. Esse mito faz com que as pessoas se inundem de “remedinhos” na expectativa daquilo que sentem ou vivem se modifique. Mas, o medicamento psiquiátrico não substitui o processo da psicoterapia. Não substitui o autoconhecimento e seu comprometimento com algum tipo de mudança na dinâmica que te faz sofrer.

Como dissemos, o aspecto biológico é sim, um dos fatores, mas não o único. Existem, inclusive, inúmeros estudos científicos comprovando que medicação sem psicoterapia não apresenta os resultados esperados. Isso porque alguns conteúdos, conscientes ou não, influenciam diretamente em nossas escolhas e forma de viver. E sua ressignificação só é alcançada através do processo psicoterápico.

Em outras palavras, se não estiver atento aos demais componentes (psíquico, histórico, emocional…) que constituem seu quadro, talvez não atinja uma mudança significativa nas situações que te colocam em sofrimento.

medicação

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Apenas reforçamos que sob nenhuma hipótese você deve se medicar ou suspender uma medicação por conta própria, para tal, consulte sempre um profissional capacitado. Caso se sinta desconfortável com o tratamento, você pode e deve procurar uma segunda opinião médica.

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