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A mulher e o feminino 25/10/2015

Quem são as mulheres que se atrevem?

Quem são as mulheres que se atrevem?

São aquelas que se atrevem a transformar sua delicadeza em força, seu amor em luta e seus sonhos em perseverança. São corajosas, empreendedoras e lutadoras. Se atrevem a correr atrás de suas metas e sonhos e fazem parte da história, ou melhor: Fazem a história! Pois constroem o destino de nós mulheres cotidianamente.

São mulheres fortes por que tem esperança de uma realidade diferente. E, acima de tudo, essas mulheres são frágeis e tem medo! Temem porque tem muito a perder: sua voz, sua dignidade, sua liberdade. Lutam não apenas por escolha, mas também por temor.

Porque é importante que as mulheres se atrevam?

3 de novembro celebramos o “Dia da Instituição do Direito e Voto da Mulher”. Data que nos remete ao fato de termos pouco mais de 80 anos do Direito Pleno ao voto (1934) – Pleno significa sem a necessidade da autorização do marido para tal. Essa conquista foi possível graças aos esforços de muitos, como Romi Medeiros da Fonseca e Orminda Ribeiro Bastos, autoras do texto preliminar da Lei 4.121 que ampliava os direitos das mulheres casadas.

Hoje somos maioria, mais de 70 milhões de eleitoras, sustentando 40% dos lares brasileiros. Mas, contraditoriamente, não somamos nem 10% do número total de congressistas. Perdemos em porcentagem para os países do Oriente Médio (média de 16% de representação feminina). Em um país que já completou mais de 190 anos de independência, os direitos das mulheres ainda engatinham.

Ano passado foram registrados 47 mil casos de estupro no Brasil, algo como contabilizar uma mulher vítima de violência sexual a cada 11 minutos. Esse cenário ganhou destaque na redação do ENEM com o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, gerando muita reflexão e também críticas. As mesmas críticas que outrora foram dirigidas a outras mulheres (e homens) que lutaram por uma sociedade mais justa e igualitária.

Alzira Soriano em seu gabinete no governo de Lajes

Alzira Soriano em seu gabinete no governo de Lajes

Uma pequena lembrança daquelas que não desistiram

Aproveito este espaço para agradecer e homenagear a memória de algumas dessas mulheres que se atreveram:

Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência doméstica por 23 anos, que não desistiu do seu direito à vida e à justiça. Alzira Soriano, primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade (Lajes – RN). Raquel de Queiróz, primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras. Bertha Luthz, líder do movimento pela inclusão acadêmica feminina. Rita Lobato Velho Lopes, a primeira mulher no país a ter diploma superior em uma universidade brasileira.

E a tantas outras que se atrevem, pública ou anonimamente, todos os dias… Muito obrigada!

 

A arte imita a vida

Das muitas mulheres fortes que vemos nas telas do cinema, várias existiram na vida real, reveja algumas destas mulheres memoráveis. (Lista adaptada de: http://revistamonet.globo.com)

  • Salma Hayek interpretou a pintora mexicana Frida Kahlo no filme de 2002, mostrando sua problemática vida pessoal, junto de suas criações.
  • Judi Dench vive a protagonista de ‘Philomena‘, de 2013, uma mulher que passa 50 anos atrás de seu filho, roubado de suas mãos quando era uma criança.
  • Charlize Theron vive em ‘Terra Fria‘ Josey Aimes, a mulher que levou aos tribunais o primeiro caso de abuso sexual da história dos Estados Unidos, em 1984, enquanto trabalhava em minas de carvão.
  • Milla Jovovich viveu em 1999 a heroína francesa Joana D’Arc.
  • Angelina Jolie vive Christine Collins em ‘A Troca‘, de 2008, uma mulher que perde o seu filho e precisa seguir em seu encalço.
  • Meryl Streep interpretou Margaret Thatcher no filme ‘A Dama de Ferro‘, 2011.
  • A mesma Meryl Streep tinha 34 anos quando foi indicada ao Oscar por ‘Silkwood – O Retrato de uma Coragem‘, em que vive Karen Silkwood, uma trabalhadora em uma metalúrgica que é coagida e envenenada para impedi-la de delatar uma falha de segurança
  • Cate Blanchett deu corpo no cinema à ‘Rainha Elizabeth I’.
  • Erin Brockovich é vivida por Julia Roberts em 2000, que conta a história de uma mãe solteira que se torna assistente legal e destrói sozinha uma empresa que poluía água na Califórnia.
  • Nicole Kidman dá corpo à famosa escritora Virginia Woolf em ‘As Horas’, 2002.
  • A difícil jornada de Tina Turner para a fama é retrarada no filme ‘What’s Love Got to Do with It‘, de 1993.
  • Camila Morgado interpreta ‘Olga’, filme brasileiro realizado em 2004 inspirado na biografia sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes.
  • Audrey Tautou atua em ‘Coco antes de Chanel’, 2009 que conta a história da famosa estilista francêsa Gabrielle, desde a infância pobre até a criação de um império da indústria da moda a Chanel S.A.

 

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