Psicologia e saúde mental 11/05/2020

O Idoso e o Coronavírus


 Tempo de leitura ~1 min~

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Vocês já se perguntaram sobre a angústia causada na parcela da população considerada o ‘grupo de risco’ pelo COVID-19?

O isolamento, que se faz necessário, pode gerar ou intensificar muitos casos de transtornos mentais nas pessoas idosas, por exemplo, quadros de depressão e ansiedade. Outra grande preocupação dos especialistas é a possibilidade de aumento do numero de suicídios. Em outras crises sociais, estudos mostraram um aumento dos casos de depressão e suicídio nos idosos.

Fato é que a depressão no idoso já é de difícil tratamento e quando colocamos a imposição do isolamento, ainda se soma outro complicador, afinal, um dos fatores protetivos para a depressão é justamente o convívio social.

Sabemos que o medo, na dose certa, é protetivo, ele  faz com que adotemos comportamentos de defesa, evitando exposição ao risco ou morte. Entretanto, quando o medo patológico da morte se instala, é um fator que contribui com um grande aumento do sofrimento psíquico (depressão/ansiedade). 

Devemos permanecer atentos à sinais e sintomas que podem indicar que algum quadro de sofrimento psíquico está se instalando: tristeza profunda, medo excessivo (medo patológico), ansiedade excessiva, crises de pânico, dificuldade constante para dormir, relaxar, pensamentos prioritariamente monotemáticos, bem como outros fatores físicos pré-existentes, aumentando o estresse e diminuindo a imunidade do corpo.

Outro ponto de atenção que devemos ter, é com os idosos com quadro de TOC (Transtornos Obsessivos Compulsivos), pois eles podem agravar seu quadro em função do COVID-19. Como? O excesso de recomendações pelo isolamento e higienização, por exemplo, podem reforçar o comportamento obsessivo.

DIANTE DO CENÁRIO APRESENTADO, O QUE PODEMOS FAZER?

A grande maioria dos idosos já possui uma rotina diminuída e voltada basicamente para a estrutura familiar. Devemos ter atitudes de empatia, perspicácia e acolhimento. Podemos aproveitar a evolução tecnológica e “movimentar” o dia a dia dos nossos queridos. Mensagens otimistas e divertidas podem ser enviadas, ligações via vídeo e telefonemas podem tirar o foco de noticiários permitindo o mínimo de informação, evitando apenas a alienação. Fazer receitas; arrumar lembranças: fotos, papéis; atividade física na medida da limitação; assistir filmes; palavras cruzadas, conversas diversas e prazerosas; tocar instrumentos; jogos diversos; enfim, tudo que significar prazer, diversão e alegria. 

E, claro, que isso tudo não significa deixar de manter o isolamento social e a higiene necessárias, mas isso não significa que não poderemos criar novas maneiras de nos fazer presentes e alimentar os laços.

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Referências
  • Orientações para prevenção do suicídio. Disponível em: Aqui

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