Psicologia e saúde mental 07/04/2016

Três grandes pontos para alcançar a saúde global

 Tempo de leitura ~2 min~

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Dia 7 de Abril é o Dia Mundial da Saúde, vamos discutir um pouco sobre esse conceito tão importante? Especialmente, o que significa o termo “saúde global”.

Durante muito tempo, predominou o entendimento de que SAÚDE era sinônimo de AUSÊNCIA DE DOENÇAS, sejam elas físicas ou mentais. Logo, os serviços de saúde privilegiavam o modelo médico da atenção curativa. Caso alguém estivesse doente e recebesse o tratamento adequado, retomaria um estado de saúde. Este conceito mudou muito nos últimos anos.

A “Organização  Mundial de Saúde” (OMS) define saúde como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. E a carta de intenções da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa no Canadá (Carta de Ottawa – 1986), define: “A promoção à saúde não é responsabilidade exclusiva do setor da saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global”.

Pensando nestas duas definições, percebemos a evolução de uma noção antiga de saúde (ausência de doenças) à outra, que diz respeito a um bem-estar global, estamos falando do conjunto de bem-estar físico, psíquico, econômico e social.

A Saúde Física – Ausência de doenças

A SAÚDE FÍSICA é o primeiro aspecto que compõe a totalidade da saúde. E compreendemos bem sua importância e o que fazer para mantê-la: alimentar-se bem, praticar exercícios, procurar seu médico, fazer check-ups periódicos e realizar o acompanhamento adequado quando indicado.

A Saúde social e coletiva – Relações saudáveis

O homem é um ser social, por excelência, e não deseja viver só. Um dos aspectos da saúde é a SAÚDE SOCIAL, que expressa o comportamento ajustado do indivíduo dentro da comunidade, dentro de seus grupos e relações. Deve existir consciência de suas responsabilidades e alguma eficiência social em estar bem integrado e sentir-se satisfeito e manter boas relações.

Um segundo plano a ser considerado é em relação  ao trabalho e a comunidade. Ou seja, a saúde não é apenas um bem individual, como também está diretamente ligada às relações sociais.

A justiça social, a equidade de oportunidades e de acessos, a liberdade individual, o direito ao trabalho, o respeito coletivo às minorias, a equidade econômica… Esses e outros fatores influenciam diretamente na saúde coletiva de um grupo ou comunidade.

Onde há miséria, fome, violência e ignorância, não haverá saúde global. Nenhum indivíduo se sentirá bem quando, à sua volta, suas relações estão adoecidas ou se sua comunidade sofre. A saúde é, portanto, um valor coletivo, devendo “cada um gozá-la individualmente, sem prejuízo de outros e, solidariamente, com todos”.

A saúde psíquica – Autoconhecimento

Aqui também houve uma grande evolução no conceito de saúde global e o lado psíquico cresceu em importância. As inquietudes, ânsias, pressões e sofrimentos da vida cotidiana levam o indivíduo à infelicidade, ao esgotamento e aos sofrimentos psicossomáticos. Portanto, a SAÚDE PSÍQUICA não é mais a simples ausência de doenças mentais.

Hoje, nos referimos a uma série de fatores que estabelecem o modo como a pessoa se relaciona consigo mesmo e com o mundo. Estamos falando de um caminho e uma busca por autoconsciência, aceitação pessoal e de aquisição de capacidades emocionais, cognitivas, criativas e de relacionamento para ter uma vida mais feliz e saudável.

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Imagem da capa: obra de
Sara Shakeel.
Veja mais em: @sarashakeel

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