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Saúde mental 13/04/2020

Sobre a Ansiedade – Parte 1

 Tempo de leitura ~2 min~

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Sabe aquele friozinho na barriga quando algo importante está para acontecer? Aquela perna que não para de balançar, ou as mãos que se movimentam sem perceber? Pois, estas são reações diversas da ansiedade. São esperadas quando acontecem de vez em quando ou diante de situações difíceis ou pontuais. Mas, quando esses pensamentos e sensações não dão trégua, pode ser um sinal de que há algo que mereça a atenção de um profissional.

O que é ansiedade?

Se procurarmos a palavra “ansiedade” nos dicionários, encontraremos as mais distintas definições: “aflição”, “angústia”, “perturbação do espírito”, dentre outros. De maneira geral, trata-se de um “sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivados da percepção (mesmo que inconsciente) de alguma forma de perigo, diante de algo desconhecido, ameaçador ou estranho“(1).

Por exemplo, uma pessoa que se sente preparada diante de um exame, vivenciará uma ansiedade normal (dentro do esperado para essa situação) que ativará seu sistema de alerta, facilitando que se concentre, que seja criativo, planeje e resolva as questões o mais adequadamente possível. Pensemos numa situação extrema, ante uma catástrofe natural, a ansiedade adequada permitirá que o indivíduo tome rapidamente decisões e as providências necessárias para a sobrevivência e para o menor dano.

A ansiedade é um afeto normal e com importante função homeostática. Seu papel é alertar o organismo ante situações que podem ameaçar a sobrevivência, bem como estimulá-lo a encontrar elementos para sua subsistência. Ativa o Sistema Nervoso Central e coloca o corpo preparado para uma reação emergencial, inclusive lutar ou fugir. Basicamente, a ansiedade estimula a ação, a luta ou a fuga, quando há ameaças ou frustrações, porém, quando em excesso ou desregulada, faz exatamente o contrário, impedindo reações.

Uma tênue distância entre a ansiedade esperada e a “patológica

A ansiedade, sendo um “aviso” emitido pelo corpo de que algo não está bem, é, portanto, uma reposta de defesa, entretanto, quando ela ultrapassa um certo limiar, em vez de auxiliar o organismo, passa a atrapalhá-lo. Logo, existe uma tênue distância entre ansiedade normal e patológica e, com frequência, o organismo manifesta ansiedade com intensidade maior que a necessária para a tarefa em questão ou para o perigo percebido pela pessoa.

O estado de alerta é exagerado, o sistema neuro-hormonal se descontrola e manifestam-se receios, expectativas e preocupações em grau intenso, juntamente com sintomas de ordem neurovegetativa e agitação psicomotora.

Um perigo percebido pela pessoa?

Note que enfatizamos a palavra “percebido”, pois esse perigo pode ser real ou não, interno ou externo. Por vezes, se verifica que não existe qualquer fato real a ser enfrentado, sendo a ameaça percebida erroneamente e decorrente de uma dinâmica inconsciente. Quando a ansiedade aumenta em demasia (seja qual for o perigo) e irrompe de forma abrupta, engolfa o indivíduo, tornando-o aterrorizado e impotente, bloqueando sua capacidade de pensar, reagir ou questionar sua percepção.

Quando buscar ajuda profissional?

Recebemos muitos pedidos para falar sobre a ansiedade no período da quarentena. Mas, é importante pontuar que alguma ansiedade ante aos fatos desse momento incerto é esperada, este é um momento difícil e ansiogênico para todos. Entretanto, fique atento caso essa ansiedade comece a te consumir, afetando suas capacidades de se relacionar, ter satisfação, relaxar e trabalhar. No próximo texto vamos falar mais sobre os sintomas, causas e tratamentos para a ansiedade. Vamos deixar o link aqui embaixo.

E você? Tem se sentido ansiosx?
Conta pra gente nos comentários e vamos dialogar!

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Referências Bibliográficas:
1 - CASTILLO, Ana Regina. GL et al. Transtornos de ansiedade. Rev. Bras. Psiquiatr. , São Paulo, v. 22, supl. 2, p. 20-23, dezembro de 2000. 

2 - ROOSEVELT, M. Cassorla S. Abordagem Psicodinâmica do Paciente Ansioso. In: Eizirik, C. L. et.al. Psicoterapia de Orientação Analítica: Fundamentos Teóricos e Clínicos. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Comp[ART]ilhe arte e cultura:
Imagem da capa: Artista Marcos Guinoza (@marcosguinoza)

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8 Comentários

  • Responder Adriana Silveira 03/05/2020 às 15:57

    Adorei o texto! Muito claro

  • Responder maria aparecida monteiro 28/05/2016 às 16:50

    É triste ter crise de ansiedade e não saber o que é no inicio e logo de cara um médico lhe receita tarja preta, banzodiazepinicos que não conseguimos desmamar, enquanto poderiam nos indicar alguns tratamentos fitoterapicos, homeopaticos, acupuntura, enfim, coisas naturais…..

  • Responder Ana Célia Cunha 17/08/2015 às 15:04

    Obrigada por atender ao meu pedido! Ajudou muito o texto! Já faço tratamento com medicação e quero saber mais sobre terapia.
    Gostei da sugestão de falar sobre timidez. Quero ler esse tbm!
    Beijos

  • Responder Raiane junia 17/08/2015 às 09:46

    Gostei do post sobre ansiedade pois sou muito ansiosa, quero saber sobre o tratamento ser ansiosa mim atrapalhar muito.tambem queria saber sobre timidez como enfrentar

    Qual sua opinião?