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As mil e uma caras do amor

caras do amor

As mil e uma caras do amor.  Tempo de leitura ~ 2 min ~

Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valeráMilton Nascimento

Sentimos o amor, não há dúvidas de sua existência. O amor vem e acontece. Aprendemos isso desde cedo e acreditamos que amar faz parte da nossa natureza. Ao tentarmos falar sobre essa experiência, normalmente nos enrolamos, seja pela dificuldade de defini-la, ou seja por tentar achar uma definição comum a todos. Fala-se muito sobre o amor. Parece ser uma fonte inesgotável.

Ao longo da história, poetas, compositores, escritores, dramaturgos, pintores e diretores de cinema tentam nos explicar essa experiência através de suas percepções e da arte. Vamos coletando pistas sobre o que seria o amor e as utilizando para dar conta dessa experiência. É curioso pensar que não temos uma resposta universal e conclusiva sobre o que é o amor, mas sabemos que amamos ou que somos capazes de amar. Ninguém é imune aos seus efeitos.

 

AS ‘NOVAS’ CARAS DO AMOR

Na história da humanidade nunca tivemos a possibilidade de viver relações amorosas tão diferentes, peculiares e controversas entre si como vemos hoje. Tem se tornado comum viver ou ouvir alguma história de amor que não estejamos acostumados, algo que não aprendemos como sendo uma possível relação amorosa.

caras do amorApesar de estarem inseridas dentro de um contexto, são, de maneira geral, vistas com estranheza: O(a) “amigo(a)-do-sexo”, alguém para ter uma relação física, íntima, mas sem compromissos. As “relações ioiô”,  caracterizadas por haver compromisso entre as partes, mas com grande fragilidade e instabilidade, além de constantes términos e reconciliações. O “poliamor”, onde cada pessoa tem a possibilidade de manter mais de um relacionamento, estabelecendo compromisso com todas as partes. O “relacionamento aberto”, onde os envolvidos acordam a possibilidade de terem experiências sexuais com outros(as) parceiros(as). Estes e outros invenções do sujeito contemporâneo geram opiniões bastante diferentes.

Relacionamentos fluidos?

Fala-se que estes relacionamentos amorosos escorrem entre os dedos devido à sua fragilidade ou à sua dificuldade de parecer estável. É dito que não foram feitos para durar, que essas relações já nascem fadadas ao fracasso por não terem como modelo de relacionamento um padrão já conhecido; monogâmico e de família nuclear. Surge a ideia nostálgica de que antes os relacionamentos eram mais duradouros. Seja por terem menos problemas ou pelo fato de as pessoas se amarem mais. Se esquecem do alto índice de adultério entre casais monogâmicos ou que as novas constituições familiares só puderam se formar depois da invenção do divórcio de casamentos monogâmicos.

É claro que navegar por terras desconhecidas, onde se saiba pouco ou se tenham poucos modelos e padrões de identificação, pode nos trazer mais insegurança. Mas, nenhum modelo, inclusive os ditos “novos”, são capazes de determinar uma história. Seja como for, o fato é que estamos vivendo uma mudança significativa nas possibilidades de nos relacionar amorosamente. Existem os modelos monogâmico e de família nuclear, mas essas já não são as únicas formas possíveis para se estabelecer uma relação amorosa. Ninguém e nenhum tipo de relação é capaz de medir a quantidade de amor ou do desejo dos amantes. O que é acordado na relação cabe às partes envolvidas do relacionamento. Sempre levando em consideração o respeito e tentando fazer um possível acordo sobre os desejos de cada um.

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