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Os relacionamentos 08/05/2016

O que é um casal: metades ou unidades?

Casal  Tempo de leitura ~2 min~

Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta; “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?”. Pois, tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações  que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.Nietzsche

O QUE É UM CASAL?

As relações amorosas acabam sendo sempre temas centrais de intermináveis discussões. E ,por conta disso, é propício colocarmos o assunto em discussão e passear pelo imaginário das pessoas. É interessante suscitar questões sobre a possibilidade de descobrir se existe mesmo o amor ideal, a alma gêmea, a “cara metade”.

Penso que seja impossível chegar a um consenso e resposta definitiva para tantos questionamentos e anseios particulares. Podemos, então, fazer uma reflexão sobre o que nos move nessa procura de amor perfeito!

 

SEJA UM NUMA RELAÇÃO DE DOIS

dois em um

Perfeito mesmo, seria podermos amadurecer a ideia de que é mais fácil o convívio entre duas unidades do que duas metades. Quando procuramos e pensamos numa “cara metade”, logo imaginamos que encontraremos no outro o que nos falta, o que não dispomos. Por outro lado, se pensarmos em alguém como sendo um indivíduo inteiro, uma unidade, respeitaremos sua individualidade e deixaremos de procurar alguém tão idealizado e sim, mais humanizado.

Creio que não é possível encontrar alguém que esteja no mundo apenas esperando para atender nossas expectativas! Viveremos melhor se dermos conta de que as pessoas não irão satisfazer nossas vontades plenamente, cada um dá o que tem.

Compartilhar bons momentos e procurar encontrar o que seja capaz de criar bem-estar mútuo, esse seria um bom objetivo no caminho de uma relação saudável.

 

NINGUÉM É RESPONSÁVEL POR SUA FELICIDADE

Responsabilizar o outro pela sua felicidade, por suas escolhas e também por suas derrotas,. favorece a dinâmica de que não nos compete escrever nossa própria história. Pois o outro se encarregará disso, como num movimento de “deixa a vida nos levar”… Quando partimos do ponto de que somos responsáveis por nós mesmos, de que o outro faz somente o que deixamos que ele faça, saímos da posição de vítimas do destino.

casamento

A integração dos sistemas afetivos como apego, cuidado, romantismo, sexualidade e amizade,. podem favorecer ao casal a complementaridade para a criação de um vínculo mais duradouro, onde haja a manutenção do interesse renovado e a cumplicidade que uma relação saudável pode trazer.

Para elaborar um mundo comum, o casal precisará fazer contínuas negociações, levando em conta os interesses comuns acima dos individuais. Para isso, os parceiros precisarão se modificar e reorganizar internamente,. criando uma identidade de casal, onde possam se estabilizar emocionalmente e readaptar as regras anteriormente estabelecidas sobre sexo, dinheiro, segredos, etc.

Dois parceiros jamais corresponderão ou irão satisfazer inteiramente um ao outro. É um desafio permanente dos parceiros a construção de uma harmonia suficiente para a sobrevivência. Mesmo que de forma diferente, mas que seja compatível.

Considerando o amor como um verbo, uma ação amorosa, e não só como um sentimento,. percebemos que ele deixa de ser idealizado e passa a ser passível de construção. O que torna-se necessária a manutenção diária para que sobreviva. O amor se torna, então, espaço para satisfação, crescimento, mas também para frustração e desapontamento (realismo),. propiciando aos envolvidos oportunidades de aprendizagem que em nenhuma outra relação é possível vivenciar.

Sobre o autor:


Andreia Rodrigues | Psicóloga | CRP 06-85.683 |  

Psicóloga Clínica – Psicoterapia individual adolescente e adulto  ou casal. Terapia do Luto. Pesquisadora USP, formada em Tanatologia (lutos e perdas). Curso de Extensão na PUC -SP em Psicologia e Informática, abordando diversos temas como Relacionamentos Virtuais, Games, entre outros. Capacitada em Neurobiologia da Ansiedade, Terapia de Casais,. Sexualidade Normal e Patológica, Transtornos de Personalidade, Grafologia, Saúde Mental da Mulher, entre outros. Coautora do livro “Tanatologia – Temas Impertinentes”, Org. Aroldo Escudeiro, LG Edit. e Gráfica – 2011 “, com o tema “Quando o amor adoece“. Acompanhamento terapêutico individual ou em grupo para pessoas com Medo de Dirigir.

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