Para que servem nossos defeitos?
A sombra, na perspectiva de Jung, não é sinônimo de “mal” — é apenas aquilo que o indivíduo reprime ou nega por não se encaixar na imagem que tem (ou quer ter) de si mesmo. E é exatamente por ficar fora da luz da consciência que costuma se manifestar de forma desorganizada. Por exemplo, em explosões de raiva, em comportamentos que “não se parecem com a gente” ou em projeções sobre os outros.
Mas, alguns desses “defeitos” escondem recursos valiosos, especialmente quando a pessoa os traz à consciência e os integra.
Como os nossos defeitos podem ser positivos no dia a dia?
Teimosia → Persistência. Quem os outros veem como “cabeça-dura” muitas vezes é a mesma pessoa que não desiste diante de obstáculos. A diferença entre teimosia e determinação está, em grande parte, na consciência que se tem sobre o próprio comportamento.
Impaciência → Senso de urgência. A pessoa impaciente costuma detectar rapidamente o que precisa ser feito. Quando ela canaliza essa energia, ganha capacidade de agir e decidir com agilidade — uma qualidade que muitos contextos valorizam.
Orgulho → Autoestima e limites. O chamado “orgulho excessivo” muitas vezes funciona como defesa contra a invalidação. Quando a pessoa o reconhece e trabalha essa questão, pode transformá-lo em amor-próprio e na capacidade de dizer não.
Raiva → Clareza sobre os próprios limites. A raiva, quando a pessoa não a reprime nem a descarrega de forma destrutiva, funciona como um sinal valioso: aponta exatamente onde alguém violou algo importante para nós.
O processo de integração da sombra não é “eliminar defeitos”, mas reconhecer que eles carregam energia vital represada. Quando a pessoa entra em contato com essas partes negadas de si — ao invés de combatê-las ou escondê-las — ela ganha acesso a recursos psíquicos que antes eram gastos apenas na tentativa de mantê-las escondidas.
A Arteterapia pode ajudar a encontrar essas respostas e utilizá-las a seu favor, para alcançar seus objetivos de vida.
.Realização: Click 101
Produção: Alexandre Godoy
Denise Garófalo, psicóloga e arteterapeuta
Deseja se conhecer melhor na psicoterapia? Saiba mais aqui
Outros artigos indicados para você
Comentários








Danielle Almeida Achei interessante!!
Allyne Batista
Excelente abordagem Denise.