Qual a relação do estresse repentino com os infartos?
Você sabia que um estresse repentino desencadeia até 15% dos infartos? Pode parecer um número pequeno, mas revela muito sobre nosso estilo de vida. Vivemos apressados, tensos e sobrecarregados de preocupações, como se fôssemos “bombas” prestes a explodir.
O estresse não afeta apenas sua saúde física—ele também pode prejudicar seus relacionamentos, sua produtividade no trabalho e sua capacidade de enfrentar desafios do dia a dia. Quando não sabemos lidar com emoções difíceis, como frustração e baixa autoestima, corremos o risco de desenvolver padrões emocionais destrutivos que impactam diretamente nosso bem-estar geral.
Você já refletiu sobre como você encara os problemas? Como lida com a irritação, o desânimo e a pressão do cotidiano? A saúde não se resume apenas à ausência de doenças, mas também envolve o equilíbrio entre corpo, mente e emoções, além de englobar aspectos sociais e profissionais. Isso significa que, ao cuidar da sua saúde emocional, você também está protegendo seu coração. E é justamente aqui que a Psicologia pode ser uma grande aliada, ajudando você a construir uma vida mais leve e equilibrada.
Estresse repentino pode causar Infartos
Por: Site Coração Alerta
Imagine-se no tempo das cavernas. Você está andando em uma floresta tranquilamente, quando se depara com uma onça, que se volta ferozmente para você. Nessas condições, as opções são duas: fugir ou lutar. Agora, pense em todas dificuldades do dia a dia. Como algumas podem ser (ou parecer) uma questão de vida ou morte social, afetiva ou profissional muito semelhantes à primeira situação. Na vida moderna, em que “matamos” um leão por dia, o mecanismo que é disparado em nosso organismo é bem semelhante ao de tempos remotos, afetando o nosso principal motor: o coração.
O estresse é um estado de tensão formado interiormente nos mamíferos diante de situações que ameaçam o nosso equilíbrio. O que não é de todo mal: é ele quem nos impulsiona em muitas ocasiões, além de ter contribuído com a sobrevivência da espécie humana. No entanto, evolutivamente o homem não foi preparado para conviver com o grau de tensão a que somos submetidos diariamente.
[su_quote “explica o doutor Dr. Marcelo Cantarelli, cardiologista coordenador da Campanha Coração Alerta, da SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista).”]“Em situações de estresse, a defesa do organismo faz com que hormônios como a adrenalina e a noradrenalina sejam liberados, causando redução do calibre dos vasos sanguíneos, espasmos das artéria coronárias, aumento da pressão e da frequência cardíaca. São os chamados hormônios do estresse” [/su_quote]
Explica o doutor Dr. Marcelo Cantarelli, cardiologista coordenador da Campanha Coração Alerta, da SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista).
Por que tudo isso se altera?
Porque são essas alterações que fazem com que mais sangue chegue aos órgãos e músculos, facilitando uma corrida ou uma atividade de grande intensidade (como uma luta, por exemplo). Nota-se rubor facial, sudorese e a sensação é de ataque cardíaco — é muito comum que o estresse agudo seja confundido com o infarto.
Mas imagine passar por esse processo muitas vezes em um mês, ou em uma semana, ou em um dia. O coração desgasta.” Os hormônios do estresse, também chamados de catecolaminas, são estimuladores da musculatura do coração, fazendo com que ele contraia e relaxe. Quanto mais o coração passa por esse processo, mais esse sistema fica ineficiente. Há risco de o coração crescer, ficar maior e menos eficiente, ou seja, há o risco de desenvolver uma insuficiência cardíaca, por exemplo”, alerta o médico cardiologista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese. E não é só em casos de longo prazo. Embora sejam minoritários, cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, desencadeado pelo fechamento das artérias coronarianas.
Prevenção do estresse
O Dr. Sampaio ressalta que combater o estresse é importantíssimo, “Hábitos e estilos de vida saudáveis, além do cultivo de hobbies que relaxem, são fundamentais pois blindam as dificuldades a que somos expostos todos os dias.”
O médico também tem um papel importante nesse processo de redução de estresse. Sampaio cita um dito de um monge do século XII que diz que a consulta médica deve durar uma hora: 10 minutos de exame físico e 50 minutos para sondar a alma. “A espiritualidade, as emoções e os comportamentos também devem ser analisados, mesmo que por um médico cardiologista. Pois tudo isso diz muito sobre como o paciente vai enxergar e aceitar o tratamento.”
Autor(a): Texto adaptado e editado pela Equipe Diálogo Psi: “15% dos infartos são desencadeados por estresse repentino” Site Coração Alerta
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Comentários
Nossaaa, verdade! Adorei o blog
Que bom Adriana! Ficamos felizes. Seja muito bem vinda!
Att. Equipe Diálogo Psi